A Fisioterapia pode ser definida como uma ciência aplicada ao estudo, diagnóstico, prevenção e tratamento de disfunções cinéticas funcionais de órgãos e sistemas. Sua gestão necessita do entendimento das estruturas e funções do corpo humano.
Ela estuda, diagnostica, previne e trata os distúrbios, entre outros, cinético-funcionais (da biomecânica e funcionalidade humana) decorrentes de alterações de órgãos e sistemas humanos. Além disso, a Fisioterapia estuda os efeitos benéficos dos recursos físicos como o movimento corporal, as irradiações e correntes electromagnéticas, o ultrassom, entre outros recursos, sobre o organismo humano.
O fisioterapeuta é capacitado a diagnosticar disfunções, avaliar, reavaliar, prescrever (tratamento fisioterapêutico), emitir, prognóstico, elaborar projectos de intervenção e decidir pela alta fisioterapêutica.

A Fisioterapia atua nas mais diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que têm o objectivo de avaliar, tratar, minimizar problemas, prevenir e curar as mais variadas disfunções.

Prevenção
A atenção fisioterapêutica propicia o desenvolvimento de acções preventivas primárias, secundárias e terciárias. Mesmo antes da doença atingir o horizonte clínico, ou seja, de exibir sinais e sintomas, podem ser desenvolvidas intervenções preventivas.

Em indivíduos sob atenção do Fisioterapeuta para recuperação funcional de lesões e/ou disfunções, acções preventivas mais complexas podem ser desenvolvidas, como por exemplo, a prevenção de incapacidade respiratória numa vítima de um dado quadro neurológico.

No âmbito da saúde comunitária, podem ser desenvolvidas acções preventivas visando a minimização de disfunções decorrentes de doenças crónico-degenerativas, prevenção de condições bio mecanicamente desfavoráveis, escola de postura, dentre outras acções.

Reabilitação
Trata-se de um processo multiprofissional visando a reinserção bio-psico-social do paciente. O fisioterapeuta tem por objectivo restaurar os movimentos e funções comprometidas depois de uma doença ou acidente. Nesse momento, é o Terapeuta Ocupacional que irá actuar com esse paciente para que o mesmo possa estar se reinserindo na sociedade, ou o mais perto disto (mais funcional/autónomo possível). Não se pode afirmar que a reabilitação foi um sucesso se o indivíduo recuperado total ou parcialmente não conseguir retornar à sua função social de origem, igual ou próximo ao desempenho anterior ao acidente ou doença.

Reintegração
A fase final do processo de reabilitação de grandes incapacitados, reintegrar a pessoa à sociedade é nobre objectivo (não exclusivo) da atenção fisioterapêutica, após uma terapia resolutiva. Em pessoas que sofreram sequelas irreversíveis (perda de membros, paralisias por lesões nervosas centrais ou periféricas ou afecções musculo tendinosas incapacitantes), tal reintegração se dá mediante o treinamento e adaptação dos pacientes às suas potencialidades (com uso ou não de ortoses e/ou próteses), para um grau o maior possível de autonomia pessoal e comunitária e consequente interacção social.

 

Drª Ana Teixeira                       CV_AnaTeixeira